sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

As críticas são como os pombos, voltam sempre aos pombais!


Somos diariamente alvo de criticas que, na maior parte das vezes achamos injustas e que não aceitamos e, ao mesmo tempo, ouvimos que não devemos julgar ou criticar os outros. 

Também algumas religiões e muitos livros de auto-ajuda dizem-nos o mesmo. Então porque continuamos a nos auto-criticar e a julgar os outros? E ao mesmo tempo porque não devemos fazê-lo? 


Será que estas atitudes são intrínsecas ao ser humano, fazem parte da sua natureza? Será que é uma necessidade natural ou resulta do estado desequilíbrio e falta de amor-próprio?


Criticar é fácil, mas porque não começar, por sermos primeiro perfeitos conosco mesmos antes de começar a criticar os outros? Será que conseguiremos ou, somos tão falíveis como eles? E o que é isso de perfeição?


Qualquer um pode criticar com muita facilidade. Não o fazer, de forma natural, infelizmente ainda é para poucos.


“Embora em geral todos façamos criticas, existe um grupo de pessoas que corresponde ao tipo 1 do Eneagrama, os perfeccionistas, que tem uma compulsão para o fazer. São em geral pessoas cuja relação com a figura paterna não é ou não foi enquanto crianças, a melhor. Sentem a falta de um vinculo natural com essa figura protetora. Sofrem muito, internamente, pelas cobranças que fazem delas mesmas para serem perfeitas. São também muito exigentes com os que os rodeiam. Em geral são pessoas viradas para a ação e muito responsáveis que muitas vezes pularam a infância. Esforçam-se para ser boas porque só assim eram reconhecidas.”


Ao utilizarmos a critica, fazemos automaticamente com que o outro se sinta errado. Será isso que queremos? Este método arcaico e muitas vezes inconsciente, de dominar os outros, é infelizmente ainda predominante nos lares, escolas, e sociedade em geral. Em muitos casos para agravar a situação, essas criticas ou julgamentos são públicos, efetuados junto de irmãos, colegas, amigos ou vizinhos, acabando por constituir grandes humilhações .


Essas críticas são freqüentemente apoiadas ou validadas por frases como: Mas se ele fez uma coisa que não deve, o que você quer que eu faça? Mas se a pessoa faz uma coisa errada, acha que deveria deixar?  À luz da racionalidade pura as respostas são óbvias. 
Enquanto vivermos prisioneiros do hemisfério esquerdo iremos sempre colocar as mesmas questões e obter as mesmas respostas. O esquema está viciado.


É interessante perceber que se nós fôssemos o outro, faríamos exatamente a mesma coisa!!!! O leitor poderá dizer: eu no lugar dele faria diferente. A questão é colocar-se no lugar do outro, com a mesma história, mesmo passado, mesma família, etc., ou seja, calçar os sapatos dele. Isto  equivaleria a sentir compaixão e amor incondicional pelo outro!!!


Para encontrarmos respostas satisfatórias e equilibradas para a questão aparentemente simples do por que não devemos criticar, precisamos fazer uma reinterpretação da vida. O que é a vida? Quem somos nós?


Ou seja, precisamos acrescentar à nossa vida a dimensão espiritual, para termos uma compreensão efetiva das palavras dos mestres, etc. no sentido de não criticarmos.


O hemisfério direito é holístico e, define mais claramente quem nós somos. De forma simplista podemos dizer que somos seres holísticos que atualmente vivemos num estado desequilibrado, reféns da hiper-estimulação do hemisfério cerebral esquerdo. Como vivemos a vida a partir de apenas metade do cérebro, desprezamos o coração, o amor, como se este fosse apenas um sentimento piegas e inferior, próprio dos fracos, quando no fim das contas é tudo o que existe.


Ousaria dizer mesmo que, o grande salto quântico do homo sapiens para o “homo humanus” passa por equilibrar as duas partes do cérebro e, noutro ponto de vista, não viver apenas a partir da cabeça, mas também do coração!!! Diria ainda mais, que lá bem no fundo, esse é o grande anseio de todos os seres humanos.


A principal dificuldade para se alcançar este equilíbrio, reside no fato de ser necessário implementar de forma consciente e deliberada, algumas mudanças naquilo que são hábitos enraizados, reformulando por exemplo a visão sobre o modelo de educação que queremos, (ou ainda antes, adotando  o parto humanizado... ou antes mesmo, a concepção consciente.....), etc.


Quando vivermos não apenas com a mente, mas também com o coração, a critica desaparece. E como integrar o coração, como viver com o coração, pergunta a mente racional? Vivendo, diria La Palisse!  Seguindo a parábola do regresso do filho pródigo. 
Abandonando a vida centrada no ego, passando a viver a partir da essência, daquilo que somos de verdade, amor!


Quando não se tem necessidade de criticar, não se critica!!! E quando é que não se tem necessidade?

  • Quando se está presente em cada momento!
  • Quando se apercebe de que já “errou” muitas vezes.
  • Quando se apercebe de que cada um tem direito a seu ponto de vista e a passar sua própria experiência.
  • Quando se apercebe que o outro, ao ser criticado vai sentir necessidade de se defender e justificar.
  •  Quando se apercebe que, em muitos casos, você de certa forma já fez a mesma coisa (esta idéia pode parecer muito bizarra para algumas pessoas, sobretudo se estivermos a falar de crimes, roubos, etc.).
  • Etc.
  • Sobretudo quando se ama a si mesmo!

Em decorrência de algumas respostas acima, até poderíamos reformular a questão e, em vez de perguntar, porque não devemos criticar, perguntar: quem somos nós para criticar se já fizemos o mesmo?


Um caminho para o outro lado do cérebro, ou para o coração, é começarmos a aceitar-nos e amar-nos verdadeiramente, tal como somos. Quem se ama não se critica e, por conseqüência, não tem necessidade de criticar os outros. Como perdemos o amor por nós mesmos  já há muito tempo, induzimos os outros a fazer o mesmo e, muito lamentavelmente, no caso das crianças, corrompemos desde cedo, o amor que elas tem por elas mesmas.


Quem se ama, ama também os outros e, não critica!


Há muitas outras práticas para desenvolver o hemisfério direito e para desenvolver o amor.


Observando-nos ao espelho e verificando o que há de errado conosco! Estamos muito gordos? Temos pouco cabelo? Temos um nariz muito pequeno? E qual o problema? É o que é!!! O que podemos fazer? Aceitar o que for nesse momento e, se pudermos fazer algo para mudar, como no caso da obesidade, então fazer! Temos o poder para isso!!! Se for uma questão de tamanho do nariz, não podemos fazer nada, apenas nos resta aceitarmo-nos e amarmo-nos tal como somos!!!!


Desenvolver a auto-observação, mais do que a observação dos outros e, apercebermo-nos de quem é a voz dentro da nossa cabeça que está sempre cobrando como algo deveria ser, em nossa vida e na dos outros. Perceber que essa voz , corresponde muitas vezes à voz de alguém bem importante em nossa infância, talvez até alguém de quem nós gostávamos muito.


Se formos destros, experimentemos escrever todos os dias um pouco com a mão esquerda. Façamos o mesmo com o escovar dos dentes, etc.


O Descondicionamento dispõe de várias ferramentas que o podem ajudar a alcançar uma vida equilibrada, plena e feliz!


Para informações acesse: http://www.descondicionamento.com/ 


Por incrível que pareça tudo está perfeito, toda a experiência é perfeita. Se não está feliz com a sua vida é hora de começar a mudar. Não espere, porque não dia ou lugar certo para fazê-lo. O momento certo é AGORA!!!


FELIZ ANO DE 2013


Este ano, em situações em que antes criticava, procure escutar de quem é a voz na sua cabeça que quer criticar e, procure seguir a máxima:


Não diga nada a menos que o que vai dizer seja mais formoso do que o silêncio!


E que tal, começar a abraçar diariamente, antes de sair de casa ou no final do dia, as pessoas que consigo vivem?

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