Vivemos inconscientemente tolhidos por
essa sensação, sem no apercebermos, de tão habituados que estamos a ela. Vivemos
numa sociedade medrosa que, nalguns casos. até defende o medo como necessário e,
onde a maioria de nossas ações e decisões é tomada com base em filtros perceptivos
de medo. Possivelmente uma grande parte das pessoas que defendem o medo como
necessário vivem elas mesmos, num nível mais profundo, dominadas por ele. Como poderia alguém com medo, defender outra idéia?
Poderíamos ser levados a pensar que isto apenas sucede com
pessoas consideradas como pertencentes a estratos mais baixos ou inferiores da
nossa sociedade. Mas se observarmos com atenção, ficaremos surpreendidos ao
constatar que mesmo nos escalões ditos mais elevados da nossa
sociedade, a maioria das decisões são tomadas com base no medo.
Existem muitas obras que retratam as diversas facetas do medo.
Para quem ainda não conhece, recomendo que veja o filme “O Nome da Rosa” como um mero exemplo de como toda uma
sociedade pode ser afetada por alguns poucos, dominados pelo medo.
O medo não serve nem para nos proteger. A melhor e única
verdadeira proteção é o Amor! Tendo em conta de que tudo o que existe é Amor, o
medo, pode ser visto como uma expressão inferior do amor.
Quando observamos em nossos lares, bebês engatinhando por
todo o lado, experimentando e ultrapassando a maioria dos obstáculos que
encontram, poderíamos perguntar-nos porque esses mesmos bebês, anos mais tarde,
tornam-se pessoas medrosas.
Possivelmente aprenderam a ter medo... e, sobretudo, pior do
que isso, aprenderam a retê-lo! Assim, pode até ser considerado como natural,
sentir medo, o que não será tão natural é retê-lo...
Uma das maneiras de se ultrapassar o medo, é senti-lo
conscientemente, aceitando-o, abraçando-o, sem o querer entender ou controlar,
simplesmente observando-o até se extinguir e dar lugar ao Amor na sua forma
mais pura!
Antes deste processo relacionado com a liberação do medo se
realizar, pode dizer-se que é impossível amarmo-nos e amar outros verdadeira e
incondicionalmente!
Para a sociedade como um todo evoluir e melhorar é preciso que cada um de nós individualmente evolua. Infelizmente, sobretudo devido a forte condicionamento externo, parece que ainda não estamos preparados para reconhecer e reencontrar a grandiosidade do Ser que habita em cada um de nós...
Para a sociedade como um todo evoluir e melhorar é preciso que cada um de nós individualmente evolua. Infelizmente, sobretudo devido a forte condicionamento externo, parece que ainda não estamos preparados para reconhecer e reencontrar a grandiosidade do Ser que habita em cada um de nós...
É preciso de uma vez por todas renascermos e transformarmo-nos
naquilo que já somos, sempre fomos e sempre seremos, Amor, e para isso é
fundamental identificarmos e abraçarmos
o medo, expressando-o e liberando-o.
De outra maneira seremos continuamente seres adiados, infelizes,
insatisfeitos, irrealizados, incompletos, procurando encontrar a felicidade e as
respostas e a satisfação das necessidades, no local onde nunca as poderemos
encontrar, fora!
Afinal o que é o medo?
Do ponto de vista da psicologia e de forma breve, o medo é
uma sensação
que proporciona um estado de alerta. Este estado é demonstrado através do
receio de fazermos alguma coisa, habitualmente por nos sentirmos ameaçados, tanto fisicamente
como psicologicamente.
É considerado também como um mecanismo de aprendizagem e de sobrevivência.
Noutro ponto de vista o medo pode ser visto como a certeza de
que algo mau irá acontecer...
O medo pode ainda se transformar numa doença quando passa a
comprometer as relações sociais e a causar sofrimento psicológico.
Podemos dividir o medo em duas categorias: o medo por algo
conhecido (o escuro, ratos, altura, fogo, sangue, etc.) e os medos
desconhecidos. Eu acrescentaria a estes
últimos o medo de ser, como um tipo especial de medo. Ambas, independentemente dos motivos, são desnecessárias e
limitadoras.
Então como sair do medo?
Há muitas propostas. Porém gostaria de me enfocar em 3 que,
considero as mais acessíveis, simples e econômicas!
Entre os Florais de Bach existe um Grupo do Medo que inclui
5 Florais relacionados com o medo:
- Rock Rose para o terror e o pânico,
- Mimulus para o medo das coisas conhecidas e a timidez,
- Aspen para medos e preocupações de origem desconhecida, presságios e pressentimentos indefinidos,
- Cherry Plum para o medo de perder o controle físico, mental e emocional e o
- Red Chestnut para o medo ou preocupação que suceda algo ruim com os seres queridos.
- Mimulus para o medo das coisas conhecidas e a timidez,
- Aspen para medos e preocupações de origem desconhecida, presságios e pressentimentos indefinidos,
- Cherry Plum para o medo de perder o controle físico, mental e emocional e o
- Red Chestnut para o medo ou preocupação que suceda algo ruim com os seres queridos.
Antes de adquirir algum deles ou se pretender informações
mais detalhadas sobre os Florais, recomendo-lhe que me contate, através
do e-mail: contato@fernandobaptista.com.br.
Outra forma eficaz de sair do medo é enfocar-se no Amor. A
prática regular das facetas do Sistema Isha, direcionadas para o Amor Incondicional,
são uma extraordinária ferramenta, se acompanhadas dos outros aspetos do sistema.
Para saber mais recomendo a leitura do
livro: Porquê caminhar, se você pode voar?
A terceira proposta é direta e é através do Descondicionamento. Neste, a
repetição das frases diretamente para o “inconsciente” irá remover de forma
consciente (vendo imagens e/ou sentindo o medo) ou inconsciente (às vezes
descarregando-o através do sono, durante o processo).
Se quiser libertar-se do medo em geral, sente-se num local
sossegado e livre de interferências, feche os olhos (também pode fazer com
olhos abertos) e mentalmente repita 10 vezes cada frase:
(seu nome)... recorda medo entrar – 10x
(seu nome)... recorda medo ficar preso – 10x
(seu nome)... recorda medo não conseguir sair – 10x
(seu nome)... recorda medo não querer sair – 10x
Ao chegar ao final, volte no inicio e continue repetindo as
frases durante, no mínimo, 20 minutos, 3
x ao dia, diariamente até alcançar o que pretende. Também pode fazê-lo por 60 minutos, de uma
vez.
Durante o processo poderá sentir medo, raiva, tristeza,
angústia, sono, dor, etc. Apenas continue até ao final, procurando terminar
sempre num momento em que se sinta tão bem ou melhor do que quando começou. Nalguns
casos poderá ser necessário estender a sessão para lá do tempo previsto.
Para trabalhar medos específicos normalmente são utilizados
vários processos em cada sessão, para descondicionar e liberar todos os aspectos
do medo em questão.
Informações acerca de casos específicos através de: contato@fernandobaptista.com.br
Termino deixando uma reflexão:
Como seria viver uma sociedade sem medo?
Se ao refletir sobre esta questão se
sentir desconfortável ou se surgirem na sua mente imagens ou pensamentos
negativos, cuide porque possivelmente ainda vive sob a influência do medo!
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