sábado, 12 de novembro de 2011

Acerca da dependência do cigarro

No domingo passado à noite assisti no Fantástico da Globo, o inicio da campanha “Brasil sem cigarro” apresentada pelo Dr. Drauzio Varella e decidi escrever alguns pontos de vista sobre o tema que, já abordei superficialmente no artigo sobre as dependências.

Existem mitos que é preciso acabar ou, no mínimo esclarecer e, um deles é o de que fumar mata. Fumar mata sim, embora o tabaco não seja a causa da morte, mas sim o veículo (e que veículo, talvez o melhor!) que causa esse tipo de morte. Dizer que o cigarro é a causa da morte é quase o mesmo que dizer que o automóvel é a causa dos acidentes, será...?

Ingerir agrotóxicos, beber água com flúor (mais tóxico que o chumbo) e respirar ar poluído também mata e neste caso não temos muita chance de fugir deles. Atualmente temos, para desgosto meu e de muitos naturalistas, que nos adaptar, aprendendo a viver no meio da poluição, a ingerir agrotóxicos e a beber água poluída permanecendo de boa saúde.

Então, você me pergunta, estás apoiando os fumadores? Estou apoiando sim, quem fuma por mero prazer um ou outro cigarro de vez em quando sem sequer incomodar terceiros (escassa minoria).

Quem sou eu para impedir alguém de desfrutar de um eventual prazer ao fumar um cigarro?

Muitos de nós conhecemos pessoas que não fumavam e morreram com câncer nos pulmões. E alguns também conhecem pessoas que fumavam um pacote por dia e viveram até depois dos oitenta anos (por exemplo: o avô da minha esposa fumou desde a infância e morreu aos 92 anos de ataque cardíaco, sem nunca antes ter estado internado em um hospital).

NÃO ESTOU APOIANDO QUEM É VICIADO (larga maioria) em fumar e fuma um, dois ou até três maços de tabaco por dia.
Fumar um cigarro de vez em quando e estar dependente do cigarro são duas coisas completamente diferentes.

Segundo esta abordagem do Descondicionamento em relação ao tabagismo, a pergunta que é preciso fazer é:

O que leva uma pessoa a fumar tanto e a ficar dependente?

O TABACO É UM DOS MELHORES VEÍCULOS PARA DESENVOLVER UM CANCER NOS PULMÕES, SENÃO O MELHOR, EMBORA NÃO SEJA A SUA CAUSA.

NINGUÉM QUE TENHA UMA VIDA EQUILIBRADA NOS DIVERSOS PLANOS FÍSICO, EMOCIONAL, MENTAL E ESPIRITUAL SENTE NORMALMENTE VONTADE DE FUMAR!

Se eventualmente fumar, pode fumar um ou outro cigarro por prazer, de tempos a tempos.

Em muitos casos que tenho trabalhado com o Descondicionamento tem-se mostrado útil perguntar à pessoa que se queixa de algum sintoma, qual a sua localização no corpo físico. A partir daí, posso perceber quais as áreas da consciência da pessoa que se encontram mais tensas. 

A regra é: O resultado (os sintomas) final corresponde a uma intenção (tensão ou decisão na consciência) inicial. Esta intenção pode ser consciente ou não. Na maior parte das vezes não é.

Sabemos que uma das principais áreas afetadas no corpo de um fumador viciado é o peito. Nessa região podemos encontrar os pulmões, o coração e a glândula timo (é um dos pilares do sistema imunológico)

Esta área do corpo que acabo de mencionar tem a sua correspondência na consciência com aspectos como as percepções do amor, não se sentir amado e os relacionamentos. Os relacionamentos podem ser com o cônjuge ou com qualquer outra pessoa que lhe esteja próxima do coração, como pais, filhos ou irmãos.

Teoricamente poderíamos dizer que se uma se encontrasse em perfeito estado de equilíbrio de consciência nas áreas mencionadas, poderia fumar um monte de cigarros, que nada iria acontecer de grave na sua saúde. Com a ressalva de que, provavelmente a maioria das pessoas que se encontram bem equilibradas, não sentem necessidade de fumar!

Já alguma vez esteve num recinto fechado com algumas pessoas espirrando e colocando bactérias no ar e num dia você não foi afetado e noutro foi? No primeiro dia você estava bem emocional e fisicamente e o sistema imunitário também. Já no dia em que foi afetado, você possivelmente não estaria tão bem naqueles aspectos! O mesmo se pode dizer em relação à questão do tabaco.
Repetindo, e respondendo à questão colocada antes,
o que leva uma pessoa a fumar e a ficar viciada no tabaco são os relacionamentos e a percepção de não se sentir amada por alguém que lhe é próxima.

Para ajudar as pessoas a abandonarem o vício ou condicionamento do tabaco de acordo com o Descondicionamento, é preciso observar os diversos condicionamentos que fazem parte do vicio.

Como referi na matéria publicada sobre dependências http://www.fernandobaptista.com/2011/10/as-dependencias.html existem aspectos a ser resolvidos de imediato antes de trabalhar as possíveis causas que levam uma pessoa ao vicio de fumar. A cura integral só surge depois de erradicar as causas que levaram a pessoa ao vício sob pena de, se estas não forem resolvidas, puder vir a surgir outra problemática na vida dessa pessoa, no futuro.

Os condicionamentos a trabalhar inicialmente são o da nicotina, alcatrão e fumos negros, sabor, cheiro, a ação de fumar, imagens relacionadas, possíveis aliados fumadores, rituais de fumar depois do café, do almoço, etc.

Normalmente, depois de realizar estes descondicionamentos, é habitual a maioria das pessoas reduzirem significativamente ou abandonarem o consumo de cigarros.

Trabalho atualmente com duas pessoas que fumavam cerca de um maço de cigarros por dia há mais de 20 anos e, no espaço de três semanas, uma delas está fumando apenas 4 cigarros por dia e a outra já reduziu consumo para 6, 7 cigarros por dia, sem esforço, apenas dedicando diariamente cerca de 1 hora ao Descondicionamento. 

Durante as sessões, é comum a pessoa sentir todos os sintomas que sente no dia a dia, desde a ansiedade até o prazer de fumar, e sentir que os mesmos estão sendo libertos.

O processo que originou o vício iniciou-se um dia, na consciência dessa pessoa. Passado um tempo a pessoa começou a fumar, adicionando assim mais um problema, o do início da dependência a nível físico. 
Este, depois, foi se consolidando ao longo dos anos transformando-se num vício. Posteriormente, em muitos casos, ainda adicionou outro problema, a frustração por não conseguir parar de fumar. De um problema inicial, tensão na consciência, passou para dois, três, quatro ou até cinco problemas, nos casos em que ainda surgem somatizações no corpo.

Foi assim, por desconhecimento de algumas leis da vida, que o ser humano entrou numa espiral descente de inconsciência e de sofrimento, acrescentando problemas ao problema inicial.

A boa notícia é que, com o Descondicionamento é possível sair da situação!

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