O artigo pretende apenas trazer mais compreensão sobre o
significado da palavra cura.
Como fonte de apoio pode ler: http://usuarios.cultura.com.br/jmrezende/cura.htm
Fala-se muito em cura disto e daquilo, cada pessoa tem a sua
opinião, mas afinal do que se está a falar quando se fala da cura de alguma
coisa?
Se houvesse uma definição universal de cura não correríamos o
risco de achar que resolvemos (curamos) um problema financeiro pedindo dinheiro
emprestado, com juros... ao banco. Apenas substituímos um problema por outro!
Talvez menor, ou mais tolerável, mas não resolvemos o problema. E assim se
passa na maioria dos aspectos da nossa vida. Muitas vezes damos uma solução a
um problema, sendo essa solução também um problema.
Substituímos um problema
por outro.
Poderíamos dizer de uma forma simplista e, ao mesmo tempo
profunda que qualquer tipo de sintoma, quer seja uma relação difícil, falta de
dinheiro ou uma doença “física”, é um reflexo de energia bloqueada.
Uma cura de um sistema energético (ex. um edifício destruído ou o campo
energético humano), em termos gerais pode ser definida como a restauração do
estado de equilíbrio desse mesmo sistema.
Esse equilíbrio começa,
muitas vezes, na consciência, através da decisão de melhorar, antes de se
refletir nos planos mental, emocional e físico.
Num sistema energético de chakras, aproveitando o tema da
última matéria sobre a pineal e o sétimo chakra, o equilíbrio corresponde a
cada centro de energia vibrar na freqüência que lhe é própria. Como é tão bem
demonstrado através da sequência das sete cores do arco-íris, ou seja, o
primeiro chakra localizado na região do períneo, deve vibrar na freqüência
correspondente à cor vermelha e, assim sucessivamente até o sétimo, situado no
topo da cabeça, que se relaciona com a vibração da cor violeta.
Para compreendermos o
que é o equilíbrio basta imaginar uma balança de dois pratos no seu estado de
repouso com os seus dois pratos vazios. Não pende para nenhum dos lados. Essa é
uma imagem do estado de unidade em que nos encontrávamos algures no passado e
ao qual precisamos voltar para restaurar o equilíbrio. Assim, para haver uma
verdadeira cura, é importante sair da visão dual da realidade em que vivemos, onde
sempre tomamos partido por um dos lados (o certo e o errado) e, voltar a uma
perspectiva de equilíbrio, de unidade, compreendendo que ambos os pratos da
balança, luz e sombra fazem parte da realidade, um não pode existir sem o outro.
A cura pode dar-se em diversos níveis. Para ela ser total, teria que se
dar em todos os planos, diria até que é necessário que haja uma mudança de
estado de consciência.
Observemos parte de uma entrevista concedida por um atleta a
um jornal desportivo há dois dias atrás 13 meses depois do atleta se ter
lesionado com gravidade.
“- Como se sentiu no
jogo, em termos físicos, psíquicos...?
- Bem em termos físicos, apenas no final acusei algum cansaço. Mas reconheço
que senti algum receio. Em especial cada
vez que tinha de chutar a bola, já que me vinha à cabeça a imagem do lance em
que me lesionei. ...”
Neste caso o atleta fez tudo o que tinha para fazer para se
curar em termos físicos. Este é o
procedimento habitual na maioria dos casos e que corresponde apenas a uma cura
parcial (física), como se deduz das palavras do próprio atleta. O nível mental e o emocional não são
trabalhados. As causas que levaram à lesão, as emoções decorrentes dessa
experiência e as posteriores não são limpas. Elas ficam arquivadas. De acordo
com a parte do corpo atingida, neste caso uma perna, assim há uma tensão na
parte da consciência que lhe diz respeito, Esta tensão habitualmente mantém-se
ignorada. Também as imagens mentais
relacionadas com o acontecimento ficam arquivadas, ou seja, não são limpas e
reintegradas.
No caso das dependências, uma cura só se processa quando a
pessoa pode estar tranquila, como qualquer outra pessoa, na presença do objeto
da cura, sem ser afetado por ele. Teria que ter um comportamento semelhante ao
de uma pessoa dita “normal” que não tenha essa dependência.
No mês passado ouvi uma senhora na televisão, muito feliz porque
tinha deixado de fumar uns dias atrás. Dizia ela: essa coisa de fumar um
cigarrinho de vez em quando não dá, nem pensar em ter cigarros por perto...
Como é possível estar verdadeiramente curado de algo e não
ser capaz de estar na sua presença, quando outros o fazem?
Em muitos destes casos de “cura”, a pessoa pode até não
fumar mais até ao final de sua vida, todavia isso não quer dizer que está completamente
curada.
O mesmo se passa nos relacionamentos, “não dá mais, estou
fora, eu tenho razão, ele ou ela é o culpado”. Esta é apenas uma verdade aparente
e bem superficial que não tem nada a ver como a verdade mais profunda, onde ambos
têm razão, ambos são responsáveis, etc.
E como é difícil entender esta última verdade que, se
encontra por detrás de todas as aparências!
Numa perspectiva dual não há positivo sem negativo. Num
ponto de vista de unidade anterior a qualquer dualidade, não há positivo nem
negativo.
“Vou-me separar porque ele ou ela são maus para mim (o
positivo, o que todos vêm)!” Mas como não há positivo sem negativo, em que é
que essa pessoa que diz ter razão se está a omitir ou, por outras palavras, que
parte da consciência dessa pessoa (o negativo, que ninguém ao redor está a
enxergar e muitas vezes, incluindo o próprio) está a criar e a atrair uma experiência
assim?
Num relacionamento, curar, aplicando a fórmula acima, é
restabelecer o equilíbrio antes de separar, se for o caso. No caso de haver
separação, o equilíbrio da ignorância mútua continuará a prevalecer e assim se
perpetua a roda do sofrimento!
Por alguns pequenos exemplos, como os acima apresentados, é
possível ver como é importante definir o conceito de cura, antes de se discutir
ou escolher alguma abordagem que pretenda levar a esse objetivo.
Num plano de realidade mais profundo, tudo está em
equilíbrio, tudo está bem como está.
O que pode ser interessante questionar do ponto de vista
pessoal é, se nos encontramos felizes dentro desse equilíbrio ou se estamos
desconfortáveis.
Se estivermos desconfortáveis com algum aspecto da nossa
vida, o que precisamos fazer para criar outro tipo de equilíbrio onde nos sintamos
felizes e realizados?
Lembrando sempre que só nós (eu e você) podemos decidir mudar
a nossa própria realidade!
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