Will Durant em 1935 já falava de forma muito clara sobre as condições que podem levar ao desaparecimento de uma civilização. Não foi decerto o único, nem o primeiro. Porém, pela simplicidade e qualidade do texto, e pela sua atualidade e pertinência, decidi oferecê-lo a todo o leitor que comungue dos mesmos anseios de dum despertar do planeta, antes que seja tarde, e que possivelmente de outra forma nunca saberia da existência deste texto.
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O desaparecimento destas condições pode destruir uma civilização. Um cataclismo geológico ou profunda mudança climática; uma epidemia impossível de ser controlada, como a que abateu metade da população do Império Romano sob o reinado dos Antoninos, ou a Peste Negra que pôs fim à Era Feudal; a exaustão das terras ou a ruína da agricultura devida à exploração dos campos pelas cidades, resultando em precária dependência da importação de víveres de fora.; a escassez de recursos naturais, combustíveis e matérias-primas; uma mudança nas rotas comerciais, que deixa uma nação em desvantajosas condições de tráfego; a decadência mental e moral devido ao urbanismo, conseqüente à queda da disciplina; o enfraquecimento da cepa étnica devido a uma desordenada vida sexual ou a uma filosofia pessimista ou quietista; a inferiorização da elite dirigente em virtude da esterilidade dos mais aptos, e a relativa pequenez das famílias que melhor poderiam contribuir para a elevação da raça; uma patológica concentração de riqueza que determine guerra de classes, revoluções e exaustão financeira: eis alguns dos caminhos que levam as civilizações à morte. Pelo fato de não ser a civilização nenhuma coisa ingênita e imperecível, mas algo que tem de ser de novo adquirido em cada geração, qualquer colapso no seu custeio ou na sua transmissão pode levá-la ao fim. O homem difere dos animais unicamente pela educação, a qual podemos definir como a técnica de transmitir a civilização.
As civilizações são gerações da alma racial. Como a família e a escrita ligam as gerações e passam a herança dos velhos para os moços, assim também a imprensa, o comércio e os meios de comunicação ligam as civilizações entre si, e preservam para as culturas vindouras todos os valores adquiridos. Antes que a morte sobrevenha, reunamos a nossa herança e ofereçamo-la aos nossos filhos.
Cada um de nós invidualmente, pode fazer a sua parte, libertando-se de cadeias e cadeias de traumas emocionais, crenças e superstições arcaicas. etc. que foram acumulados ao longo de milhares de anos de história.
O leitor libertando-se desses elos e ajudando a sua família a libertar-se, terá dado uma grande contribuição para a transformação necessária, para que a nossa civilização perdure pelos milênios vindouros.
Assim poderá desenvolver-se uma sociedade evoluída, não só materialmente,mas também mental, emocional e espiritualmente onde os seus cidadãos possam viver até idades avançadas (cem, cento e vinte, cento e cinqüenta anos ou mais), de forma saudável, estabelecendo relacionamentos equilibrados, e realizando-se nas suas atividades profissionais.
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