Há algum tempo atrás fui contatado por um homem que após uns
minutos de conversa me confessou que já não bebia há mais de trinta anos, mas estava
apavorado porque ia haver uma festa em breve, onde ele ia participar, e estava
com medo de ter uma recaída, porque já tinha tido duas, anteriormente.
O homem tinha feito um tratamento há quase trinta anos e estava ainda ligado a uma organização dedicada à resolução dos problemas do alcoolismo.
Estas palavras remetem-nos de novo para a questão da cura total ou da cura parcial. Quantas pessoas que passaram pelos diversos processos de tratamento conseguem lidar com o álcool de uma forma semelhante às pessoas que não passaram por essa situação?
Esconder o álcool não é definitivamente a solução para quem se diz curado, pelo contrário só reforça a idéia de que a pessoa não está curada.
Para resolver completamente a situação é necessário eliminar da mente e do corpo da pessoa envolvida todos os tipos de condicionamentos que a levaram a beber e também os que surgiram a partir do momento em que começou a beber.
Para o programa ser ainda mais completo, e assim assegurar um êxito total, deverão ser eliminados quaisquer tipo de medos em relação ao futuro, como por exemplo, o da recaída.
Neste caso, podemos chamá-los de pré-condicionamentos.
O tempo para este trabalho ser efetuado, varia de acordo com a especificidade de cada situação. Haverá casos em que a própria pessoa não tem condições para desenvolver o trabalho necessário de maneira a se poder garantir o sucesso do mesmo.
Aqui recomenda-se a utilização da TpT (Terapia para terceiros) através de alguém interessado em ajudar essa pessoa e disposto a fazer o que for necessário.
A pessoa que se oferece para ajudar um terceiro, precisa estar disposta a se doar completamente porque, em muitos casos, vai sentir tudo aquilo que a pessoa dependente do álcool habitualmente sente: cansaço, desânimo, frustração, todos os cheiros, o mal estar, etc.
Pode obter ajuda ou mais esclarecimentos através de: http://www.fernandobaptista.com.br/contato_12.html
De um modo geral as causas que podem levar ao alcoolismo são várias.
Muitas pessoas que se encontram dependentes do álcool têm histórias de alcoolismo na família, na maioria das vezes o pai e/ou o avô.
Nestes casos poderíamos dizer que existira uma predisposição “genética’ para tal acontecer.
Prefiro dizer que existe uma grande identificação com essa figura, de tal maneira, que a pessoa acaba por repetir o mesmo problema. O meu pai é o meu herói, então se ele bebe, eu vou fazer o mesmo que ele (de forma inconsciente, obviamente!)”.
Outro ponto de vista interessante é o fato de a maioria das pessoas que bebem, o fazerem por terem ou sentirem a garganta seca. Claro que nem toda a gente que tem a garganta seca vai beber, ou é dependente de álcool! Mas não deixa de ser um indicador interessante porque aí, na base da garganta, se encontra um centro de energia muito importante, além de ser a região onde se encontra a glândula tireóide.
Para quem não sabe quais os aspectos da consciência associados a esse centro de energia, refiro que ele se encontra relacionado com a escuta da intuição, a qual nos conduz com sucesso à realização dos nossos objetivos. Há quem diga que quem se encontra com esse centro em pleno funcionamento se encontra num estado de Graça, em que a vida flui, sem esforço, com naturalidade e abundância nos seus diversos aspectos, incluindo o material. Este centro funciona melhor quando aquilo que queremos é também aquilo que nos faz felizes. Tem a ver também com os aspectos do expressar-se livremente através da comunicação, acerca daquilo que é verdadeiro para si mesmo ou daquilo que lhe é intimo. No aspecto de receber, está relacionado com os braços e as mãos que representam a tentativa de alcançar algo e o possuir.
Assim, quem depende de bebida, é natural que possa ter tensões nestes aspectos da consciência.
Existirá uma sensação de futilidade no sentido de se auto-questionar: “de que adianta?” Ao mesmo tempo também, pode existir um sentimento de culpa por não estar a ser capaz de alcançar os seus objetivos.
Outro sentimento muito comum é o de auto-rejeição. Frases como: “és um burro”, “nunca vais chegar a lado nenhum”, tem sido relatados por muitos, como formas de humilhação enquanto crianças. Essas frases foram proferidas normalmente pelos pais das pessoas dependentes do álcool e nalguns casos são agora repetidas por estas pessoas aos seus próprios filhos.
Existem, além destes, outros motivos que podem levar a pessoa a beber e que terão que ser analisados caso a caso, embora os aspectos citados sejam os mais comuns, ou pelo menos, centrais.
Depois de a pessoa chegar ao álcool, inicia-se o processo de condicionamento ou de dependência física por repetição, através do cheiro, da entrada do álcool no sangue, da imagem dos símbolos relacionados com o álcool, do gosto do álcool, etc.
Desta maneira podemos observar que a um ou vários problemas emocionais iniciais, se junta um conjunto de condicionamentos físicos. Existem ainda alguns outros tipos de condicionamentos particulares que tem que ser tomados em conta em cada caso, como por exemplo, a relação que a pessoa dependente do álcool estabelece com outras pessoas com a mesma dificuldade, etc.
Enquanto todos estes aspectos não forem descondicionados na vida da pessoa dependente, dificilmente se poderá dizer que está verdadeiramente curada, e por consequência sem medo de recaída.
A pessoa retoma então a liderança da sua vida, podendo em alguns casos beber, quando tem verdadeira vontade. Ela domina a bebida, não é dominada por ela!
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