sexta-feira, 12 de abril de 2013

A diverticulite e suas possiveis causas psicoemocionais

Dedico estas linhas ao meu amigo João que se encontra há algum tempo sofrendo de diverticulite.


Quem já conhece as matérias que eu escrevo, sabe que os pontos de vista aqui expostos não pretendem substituir a tradicional abordagem médica, mas completá-la. Assim, se sofre de diverticulite, a primeira coisa que deve fazer é procurar um médico de sua confiança.

De acordo com a Wikipedia, a diverticulite é uma inflamação dos divertículos presentes no intestino grosso. 95% dos divertículos encontram-se no cólon sigmóide.


Quando há a obstrução de algum divertículo por fezes ou alimentos não digeridos, inicia-se um processo inflamatório no divertículo, que em seguida evolui para um processo infeccioso, o que se denomina diverticulite.


Os sintomas da diverticulite que são mais graves e geralmente aparecem subitamente, mas podem piorar em poucos dias são:


  • Sensibilidade, geralmente na parte inferior esquerda do abdome
  • Inchaço ou gases
  • Febre e calafrios
  • Náusea e vômito
  • Falta de fome e alimentação insuficiente

Observemos agora o significado metafísico da diverticulite, a partir da definição acima.


Há três palavras que podem ser consideradas chave e que fazem parte de um perfil biopsicoemocional da diverticulite:  inflamação, infecção e intestino, para as quais procurarei dar de forma sucinta o seu significado psicoemocional.


A inflamação reflete medo e um estado colérico. Representa um modo de pensar exaltado. A inflamação apresenta-se frequentemente sob a forma de destruição de tecidos. Indica que o corpo se está a refazer após a resolução de um conflito. Se for recomendado deve tomar os respectivos anti-inflamatórios e ao mesmo tempo agradecer ao corpo essa cura em vez do habitual medo, pânico ou preocupação que muitas vezes são aumentados ao ouvirmos opiniões de pessoas à nossa volta.


A infecção resulta de sentimentos de irritação, raiva e aborrecimento. É um sinal de fragilidade, característica de pessoas que são vulneráveis a pensamentos, palavras e ações de outros, que não lhe interessam e que literalmente a queimam. São pessoas tipicamente pessimistas que não reconhecem a sua própria força e capacidade de se afirmarem, deixando de lutar e que dizem coisa como “O que é que isso interessa?”. Podem ser também pessoas que se sentem sujas e que por isso não se aceitam, sentindo-se fracas e desprezíveis.


É importante nestas situações não se deixar agredir pelos outros. Caso se encontre nesta situação observe quem o agride. È o medo da agressão que atrai esse tipo de pessoas ou circunstâncias agressivas. Muitas vezes esta agressividade não existe do ponto de vista do agressor. Estas pessoas devem resgatar a sua força interior e deixar de acreditar que precisam de se mostrar fracas, frágeis ou vulneráveis para obterem atenção e amor.     


Os intestinos estão relacionados com a assimilação, absorção e fácil eliminação, representando a descarga dos dejetos.  São o reservatório de tudo aquilo que o corpo não precisa.


Neste caso falarei apenas do intestino grosso, cujos problemas são reflexo de:


  • medo que a pessoa  tem de se desapegar de idéias e crenças velhas e obsoletas ou
  • rejeição de pensamentos que  lhe poderiam ser úteis. 

Estes posicionamentos são próprios de pessoas que sofrem grandes contrariedades que acham impossíveis de digerir. Dizem “Isto me aborrece" em vez de olhar o lado bom da pessoa ou da situação que desperta o seu medo das carências.

A mensagem que alguns problemas intestinais dão é de que a pessoa deve reaprender a cultivar bons pensamentos,  libertando os habituais medos e pensamentos depreciativos. Precisa libertar o antigo para dar lugar ao novo. Também os pensamentos de carência que tenha acerca do seu mundo material, precisam ser substituídos por pensamentos de confiança e fé, além obviamente de ação, se as carências forem reais.


A definição metafísica de outras palavras como inchaço (pensamentos negativos e criação de idéias que fazem sofrer), gases (medo, idéias mal resolvidas, esta a agarrar-se a alguma situação), febre (raiva ou sentir-se explodindo de raiva), náuseas (medo e rejeição de uma idéia ou experiência) e vômito (medo do novo, violenta rejeição de idéias) que fazem parte do quadro sintomático da diverticulite também podem trazer mais luz a todos aqueles que sofram desta doença ou, conheçam alguém que sofra.


Observar, reconhecer e aceitar alguns padrões de pensamento em nós mesmos  nem sempre é fácil, se o fosse  provavelmente nem estaríamos a sentir-nos mal.


Sobretudo não estamos habituados a estabelecer uma relação entre o que pensamos, sentimos e as manifestações físicas no corpo.


Este é um dos paradigmas do novo mundo embora não constitua nenhuma novidade. A célebre frase inscrita no templo de Delfos, na Grécia:


“Conhece-te a ti mesmo”

tem sido esquecida e falada apenas nos compêndios de filosofia e mais recentemente por alguns autores de livros de autoajuda,


Conhecermo-nos a nós mesmos passa por sabermos que quando experimentamos raiva (emoção quente que produz ondas de calor), estamos a sobre aquecer certos órgãos do nosso corpo que, dessa forma, entram num processo de doença.  A medicina chinesa já fala do prejuízo do excesso de calor nos órgãos, há milhares de anos.


Experimentar raiva é um processo natural e é diferente de retê-la, guardá-la, que resulta de um condicionamento a que fomos sujeito desde bem cedo em nossas vidas.


Ao guardarmos a raiva vamos criar condições para posteriormente   surgirem inflamações e/ou infecções.


Caso sofra de diverticulite e não saiba o que fazer ou, esteja a fazer há algum tempo um tratamento do qual ainda não viu resultados satisfatórios, experimente harmonizar os aspectos psicoemocionais que se encontram na sua origem, eventualmente utilizando também alguma fito terapia, e aumentará com certeza as possibilidades de cura.

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