Partindo do princípio de que cada Ser humano faz em cada momento o melhor que consegue fazer, no tema a ser abordado a palavra “erro” tem que ser colocada entre aspas.
Afinal o que é um erro? Um erro pode ser considerado como algo que se faz e que não conduza ao resultado que se deseja. Porém, muitas vezes, o que se deseja pode ser também, em si mesmo, um erro. Por exemplo, ás vezes quando você quer que o seu filho se comporte de determinada maneira que é resultado de uma projeção dos seus medos, preconceitos, etc. você pode estar a incorrer em um erro. Pode, além disso, achar que ele tem algum problema e pode também sentir-se culpado por não conseguir fazer com que ele tenha aquele comportamento “certo”.
O que é certo é sempre o que beneficia um maior número de pessoas ou situações.
Concluindo o raciocínio anterior, podem existir diversos comportamentos certos, não apenas um.
Se fosse certo impedir todos os pais que não tem condições para ter filhos, de procriar, a história a seguir não seria verídica.
“Este é um conhecido diálogo entre Jerôme Lejeune, um dos maiores geneticistas do século XX, descobridor da Síndrome de Down e defensor da vida, com o médico abortista Monod durante um debate pela televisão, o prof. Lejeune perguntou:
Lejeune: “Sabendo-se que um pai sifilítico, e uma mãe tuberculosa tiveram quatro filhos: o primeiro, cego de nascença; o segundo, morto logo após o parto; o terceiro, surdo-mudo; o quarto, tuberculoso, e que a mãe ficou grávida de um quinto filho, o que o senhor faria? – o certo....”
Monod: “Eu interromperia essa gestação”.
Lejeune: “Então o senhor teria matado Beethoven”.
Como nem Monod nem outro médico abortista estavam presentes na ocasião, Beethoven nasceu.”
Então, antes de querer impor seus pontos de vista “certos” aos seus filhos, pergunte-se: É possível observar a questão de forma diferente?
Embora não seja a coisa mais importante da nossa vida, o dinheiro assume um papel bastante significativo.
Hoje, sabe-se que quanto mais cedo iniciarmos determinadas atividades mais probabilidades temos de exprimir todo o nosso potencial. Bons exemplos disso são: a leitura, as artes e o esporte.
Porque não fazer o mesmo com o dinheiro. Uma vez que o dinheiro existe na nossa sociedade, como poderia ser essa sociedade se as crianças aprendessem desde cedo, a gerir o seu dinheiro? Bem melhor com certeza!
Porque a maioria das pessoas não tem esse procedimento com os filhos?
Se for pai, já alguma vez passou por uma situação em que estava no mercado e o seu filho, ainda bem jovem, exigia a compra de um chocolate ou de um brinquedo?
Já viu outros pais fazendo compras numa loja e o filho chorando, reclamando e muitas vezes fazendo birra deitando-se no chão até alcançar o que pretende, deixando os pais completamente perdidos e desorientados, muitas vezes batendo neles, como único recurso para controlar a situação? Infelizmente esta situação é muito comum.
Como seria se os pais estipulassem um valor médio mensal para dar ao seu filho como mesada e, permitisse que ele aprendesse a lidar com o dinheiro desde esse momento?
Se o seu filho quiser adquirir um bem, mas não tiver dinheiro suficiente, o que ele irá fazer? O mesmo que você, não vai comprar. Dessa maneira terá oportunidade de aprender a gerir o seu dinheiro e a viver de acordo com as suas possibilidades.
Saberá também que, se quiser adquirir algo para o qual não tem disponibilidade financeira imediata, terá que aprender a poupar.
Qualquer “erro” que o seu filho possa cometer bem cedo na vida irá contribuir para a redução do número de problemas que ele e você irão ter no futuro. Um exemplo desses “erros” poderá ser, o seu filho querer gastar todas as suas posses na aquisição de um único bem (um chocolate de 10 Reais que pode corresponder a duas mesadas de 5 Reais) não dispondo depois, de capital para mais compras durante o resto do mês. Depressa aprenderá a valorizar e gerir o seu dinheiro!!!
Outra atitude muito comum nos pais é dizer ao filho o que deve comprar com seu
dinheiro, para ele aprender a fazer a coisa “certa” desde pequeno... Pais, se o seu filho tiver o seu próprio dinheiro e uma boa relação com você a probabilidade de ele vir a investir o seu dinheiro em coisas que não sejam certas, é mínima.
Não precisa fazer como alguns pais que, pelo fato de pensarem que seus filhos irão comprar algo inapropriado (no seu ponto de vista) se tiverem dinheiro deles, acabam não dando mesada ou dão, mas com condições.
Felizmente há muitos pais que não atravessam estas dificuldades mesmo não dando qualquer mesada.
Dar aos filhos uma mesada não invalida presenteá-los sempre que achar conveniente.
A grande maioria dos pais desconhece que com esta abordagem do Descondicionamento, através da telepatia (pensamento), é possível, desde muito cedo harmonizar o seu relacionamento com os filhos, prevenindo assim possíveis futuros problemas. Por exemplo, muitos dos problemas que os pais têm com seus filhos adolescentes (e os filhos também tem com os pais...), poderiam ser evitados se este trabalho tivesse sido feito.
Os pais, embora fazendo sempre o seu melhor, carregam o peso do seu próprio passado. Frequentemente reproduzem as problemáticas que viveram na sua infância, projetando expectativas nos seus filhos.
Se pretender algum esclarecimento mais específico ou se quiser expor o seu caso pessoal, não hesite em contatar através de: http://www.fernandobaptista.com.br/contato_12.html
Outro “erro” bastante comum na nossa sociedade é a determinação que os pais fazem sobre a propriedade dos filhos.
Dou-te este carrinho com controle remoto, mas só vais brincar com ele no final de semana quando eu estou em casa. Durante a semana fica guardado porque tens outras coisas para fazer, tens que estudar, etc. Depois no final de semana eu brinco contigo.
Se a criança não pode assumir a responsabilidade pelo brinquedo e administrar a sua utilização, então melhor nem lhe o dar.
Qual o sentido que tem dar algo a uma pessoa, determinando o que ela pode fazer com esse objeto? Melhor não dar mesmo, não é verdade? Ou dar e deixar a criança usufruir sempre que ela o deseje.
Como essa criança irá desenvolver entre outros aspetos, o seu sentido de propriedade?
Poderiam ser propostas muitas outras estratégias para lidar com as questões apresentadas, mas de acordo com esta perspectiva do Descondicionamento, de pouco iriam adiantar. Na maioria dos casos os pais teriam dificuldade em colocá-las em prática devido a certos conteúdos presentes no próprio “inconsciente”.
Apesar de ser consciente das dificuldades que os pais podem sentir na implementação de algumas destas estratégias, decidi escrever esta matéria, pois pode ser útil para uma minoria que as consiga utilizar. Servirá também para que os restantes adquiram pontos de vista diferentes sobre as dificuldades com que se debatem.
Como o podem testemunhar inúmeros casos resolvidos ao longo de muitos anos, após algumas sessões de Descondicionamento a atitude de pais e filhos irá mudar de forma espontânea, sem a necessidade de recorrer a qualquer tipo de estratégia. A situação antes desconfortável readquire uma nova forma mais harmônica!
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